Blog do Dilson Oliveira

Projeto Palco Giratório promove intervenção urbana às margens do Rio Ipojuca

O Rio Ipojuca, que corta a cidade de Caruaru, é o terceiro mais poluído do Brasil. Neste contexto, o projeto Palco Giratório, promovido pelo Sesc em todo o país, realiza no município uma intervenção urbana e uma roda de conversa sobre sustentabilidade. Nesta quarta-feira (25/10), às 19h, os artistas Rossendo Rodrigues e Marina Mendo, do grupo Ecopoética, do Rio Grande do Sul, participam de uma roda de conversa no Sesc Caruaru sobre arte e sustentabilidade. Já na quinta-feira (26/10), às 8h, os dois artistas estarão às margens do Rio Ipojuca, no centro da cidade, dentro de uma rede de lixo com a performance “Dilúvio MA”.

Desenvolvido desde 2013, o projeto Ecopoética tem como proposta buscar poéticas de sustentabilidade por meio de performances no ambiente urbano que conscientizam à população sobre a sustentabilidade. A partir de instalações cenográficas construídas com o lixo, os performers desenvolvem uma abordagem artística voltada para o pensamento ecológico, discutindo o papel do artista e da sociedade em relação ao meio ambiente e sua preservação para a manutenção da vida na Terra.

Em Caruaru, a ação dos artistas terá início com uma roda de conversa com o Pensamento Giratório “Arte e Sustentabilidade – Conexões Possíveis”, que consiste no compartilhamento das experiências do projeto. A atividade prepara o público para a intervenção que acontece no dia seguinte, através de um diálogo que alerta para a responsabilidade de todos na busca de soluções para problemas ambientais. O encontro acontece às 19h, na sala de reunião do Sesc Caruaru.

Na quinta-feira (26/10), às margens do Rio Ipojuca, no trecho que fica localizado no centro da cidade, na Avenida Lourival José da Silva, acontece a intervenção Dilúvio MA. Inspirados na dança japonesa e no conceito MA, que significa “vazio” ou “espaço entre as coisas” no zen-budismo, os performers vão ficar dentro de uma rede de lixo. O intuito é chamar a atenção para responsabilidade de tudo que é descartado na natureza e para a urgência do tratamento das questões ambientais e sanitárias.

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