A Polícia Federal (pf) deflagrou, nesta quinta-feira (23), a terceira fase da operação apneia, que investiga irregularidades em contratos feitos por meio de dispensa de licitação pela Prefeitura do Recife para a compra de respiradores pulmonares durante a pandemia da covid-19. São cumpridos cinco mandados de busca e apreensão, em Pernambuco e São Paulo.
De acordo com a PF, os mandados são destinados a dois servidores da secretaria de saúde do Recife e a um empresário. Segundo as investigações, empresas que têm um débito de cerca de r$ 10 milhões com a união utilizaram uma microempresa fantasma para fechar o contrato com a Prefeitura do Recife, já que organizações com débitos fiscais ou previdenciários não têm autorização para firmar contratos com instituições da administração pública.
Nas fases anteriores, a PF descobriu que servidores da secretaria de saúde do Recife sabiam que o respirador pulmonar de modelo br-2000 não tem certificação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e, mesmo assim, foram firmados contratos com a empresa investigada para a compra de 500 equipamentos, pelo preço de R$ 11,5 milhões. De acordo com a Polícia Federal, a ANVISA informou que o fabricante dos respiradores não tinha autorização para produzir o equipamento e que os aparelhos não poderiam ser utilizados em humanos. O produto havia sido recém-desenvolvido a partir de equipamentos de uso veterinário.












