Prefeita de poucos para poucos, a dura realidade – Por Cláudio Cumarú

DURA REALIDADE.

Prefeita de poucos e para poucos, Raquel Lyra tem se mostrado antagônica diante das suas promessas de campanha e das suas atitudes ditatoriais frente a um governo desastroso e insensível, cujos planejamento e diálogo com o povo se tornaram um conto de fadas num despertar sombrio de um mundo real: a dura realidade dos menos favorecidos. Afinal, sonhar e ter pesadelos não custam nada na visão da administradora municipal.

Durante essa semana fomos testemunhas de duas lamentáveis medidas impositivas da prefeita que ia governar para o povo com diálogo e participação popular: Raquel determinou a retirada de comerciantes que estavam estabelecidos há cerca de 8 anos nas proximidades da UPA-PE sob o pretexto de que era determinação da justiça, o que não é verdade, pois o Tribunal apenas cassou a liminar dos comerciantes que os garantia no local. Assim, a decisão de retirá-los dali foi exclusivamente da prefeitura, que numa atitude desumana e impositiva, não lhes deu qualquer alternativa de relocação.

Esse é o governo participativo da prefeita Raquel Lyra que prometeu governar com o povo e para o povo. Some-se a isso a imposição da construção de dois camelódromos no centro da cidade, decisão tomada de forma unilateral pelo governo municipal que, sem abrir diálogo com os comerciantes dos Guararapes e da praça Leocádio Porto, com os donos de cartórios e com os ambulantes, impõe suas regras e vontade, numa clara demonstração de que as promessas de campanha foram apenas mais uma enrolação ao povo para se chegar ao poder, especialmente aos mais necessitados.

Tudo isso me faz lembrar uma professora na minha época de faculdade que dizia: quem sempre viveu no apogeu vai se lembrar de pobre!

Eis a realidade desses humildes ambulantes e comerciantes informais que hoje sofrem na pele por terem acreditado nas promessas de campanha de um governo que não dialoga e pouco se importa com o impacto de suas decisões egocêntricas no mercado e na vida dos menos favorecidos.

Dura realidade!

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