“Nunca ninguém viu em Pernambuco eleições tão tranquilas como a de hoje”. Foi com essas palavras que o presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), o desembargador Frederico Neves, declarou encerrada a votação no segundo turno das cidades de Recife e Paulista.
Apenas duas urnas apresentaram problema. Na Capital pernambucana, um aparelho teve falhas no teclado. Já em Paulista um equipamento apresentou erro na impressão da zerésima. Contudo, segundo o TRE-PE as duas urnas foram trocadas e não houve prejuízo no andamento do pleito.
Além disso, uma mesária foi detida após ser flagrada em uma seção eleitoral da Escola Estadual Maria Alves Machado, na 114ª Zona Eleitoral, orientando os eleitores a votar em um dos candidatos.
“O Ministério Público interveio e a Justiça Eleitoral tomou a decisão correta e adequada. As pessoas devem respeitar e cumprir as leis. Um processo será instaurado e ela (a mesária) vai responder”, disse Frederico Neves.
O desembargador ainda agradeceu aos eleitores das duas cidades por terem votado de forma tranquila. “As pessoas que trabalham aqui no TRE, que estão acostumadas a vivenciaram eleições, todas foram unânimes em afirmar que estas eleições, mesmo em tempos de pandemia, com toda dificuldade enfrentada, foram uma das mais tranquilas ao longo do tempo”, disse.
Recife – Na capital pernambucana, as eleições ocorreram sem maiores intercorrências, com registro realizado na 5ª Zona Eleitoral, onde foi atestado a falta de energia em alguns edifícios da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), mas a ocorrência não impediu a realização da votação, considerando que as urnas possuem bateria. Já na 6ª Zona Eleitoral, houve uma detenção por boca de urna na Avenida Norte Miguel Arraes de Alencar, na altura do n.º 7123, no bairro da Macaxeira. “Não houve nenhuma intercorrência, com a realização plena do processo democrático”, disse a promotora Eleitoral Patrícia Carneiro, que realizou visitas e rondas na 149ª Zona Eleitoral do Recife.
Paulista – Na 114ª Zona Eleitoral, no município do Paulista, o MPPE solicitou a prisão de uma mesária na Escola Estadual Maria Alves Machado, na Seção n.º 99, por orientar eleitores a votarem em um candidato em específico. “Houve a identificação da mesária por meio de denúncia realizada por eleitores que estavam na fila de votação, chegamos ao local e ela foi encaminhada à delegacia, onde firmou Termo Circunstanciado de Ocorrência e irá responder pelo crime em liberdade”, afirmou a promotora Eleitoral Rafaela Melo. Ela realizou o flagrante junto com a promotora Eleitoral Julieta Batista. No mesmo local, duas pessoas foram orientadas e detidas por realizarem aglomerações e também foi identificado um cidadão realizando distribuição de santinhos e dinheiro, ele também foi encaminhado à delegacia.
Já 146ª Zona Eleitoral, também em Paulista, o MPPE procedeu com a detenção de 46 pessoas que estavam descumprindo a Recomendação TRE n.º 372, que fala sobre aglomeração e também praticavam boca de urna. “As pessoas estavam aglomeradas, uniformizadas e realizando boca de urna em frente a colégios eleitorais. Devido ao volume de pessoas, nós fizemos a qualificação de cada um e vamos realizar a instauração de inquérito no âmbito eleitoral”, disse a promotora Eleitoral Christiana Ramalho. As detenções ocorrem, principalmente, no bairro de Pau Amarelo. A Promotoria Eleitoral da 12ª Zona Eleitoral, também em Paulista, irá realizar representação por propaganda irregular na Justiça Eleitoral contra o candidato Francisco Padilha. Houve “derrame” de santinhos em diversos Colégios Eleitorais.
Fonte – Folha PE
