Muito se debate sobre a necessidade de criação de novos empregos, principalmente na busca de atrair novas industrias, mas pouco se fez para fortalecer os caminhos que a própria economia cria, em que o setor de serviços demonstra ser a grande oportunidade na geração de trabalho e renda.
E foi a própria população (sem as amarras do estado) quem criou um dos mais pujantes e dinâmicos setores profissionais do Nordeste, – principalmente no interior – o versátil mototáxi, importante classe prestadora de serviços, pouquíssimo valorizada pelos governos, mas quase um item de primeira necessidade popular.
Ao lado de seus irmãos, os moto entregadores, e de todos os que fazem das duas rodas sua fonte de renda, levam praticidade e rapidez na prestação dos mais variados serviços.
Segundo Rinaldo Tavares, presidente do CEMPE, Conselho das Entidades Motociclistas de Pernambuco (que engloba desde os usuários de cinquentinhas aos motoclubes de maiores cilindradas), são mais de 200 mil pais e mães de família que passam o dia em cima de sua motocicleta para levar o sustento da casa.
Trata-se, portanto, de uma categoria extremamente relevante, e que merece mais atenção e respeito do estado, a fim de se buscar formas de defender os justos interesses do grupo.
A categoria luta por isenção de ICMS e IPVA, que já existe em outros estados (e se táxi tem, por que mototáxi não tem ?); financiamentos diferenciados; cursos gratuitos; legalização da categoria de mototaxi na cidade do Recife; segurança do trabalho; direitos sociais e trabalhistas; isenção de tributos sobre equipamentos de proteção, entre tantas outras demandas.
Diante de tantas necessidades e da falta de devida atenção das autoridades, precisamos reconhecer o tamanho e a importância da categoria. Também torcer para que o CEMPE consiga trabalhar pela união desse gigantesco grupo, fazendo com que sua luta resulte em reais benefícios aos milhares de trabalhadores sobre duas rodas.












