Humberto vota por auxílio de R$ 13,6 bi para assegurar empregos nas micro e pequenas empresas

O Senado  Federal aprovou, nesta terça-feira (7), o Programa  Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte  (Pronampe), por meio do qual serão destinados R$ 13,6 bilhões em linhas  de crédito às pessoas jurídicas com faturamento anual bruto até R$ 4,8  milhões. Na defesa do projeto, o senador Humberto Costa (PT-PE)  ressaltou que a liberação dos recursos será uma ajuda essencial para  esse período de crise acentuada pela pandemia do coronavírus.

Segundo  dados apresentados, as micro e pequenas empresas representam mais de  99% das empresas brasileiras. Do total de dinheiro destinado, 80% virão  do Tesouro Nacional e 20% de instituições financeiras como o Banco do  Brasil, a Caixa Econômica Federal, o Banco do Nordeste e o Banco da  Amazônia. Cooperativas de crédito e bancos cooperativos também poderão  se habilitar como operadores.

Em contrapartida,  as empresas que contratarem as linhas de crédito não poderão rescindir,  sem justa causa, o contrato de trabalho de seus empregados no período  compreendido entre a data da contratação e 60 dias após o recebimento da  última parcela do empréstimo.

“O Senado está  dando mais uma resposta em socorro à nossa economia, já que o governo  Bolsonaro deu as costas aos micro e pequenos empreendedores. É preciso,  agora, que o dinheiro chegue a todos eles porque temos aprovado uma  série de projetos de amplo alcance social, mas esses recursos não estão  chegando aos que mais precisam”, afirmou Humberto.

O  limite de crédito para cada contratante será metade da receita bruta de  2019. As taxas de juros aplicadas serão de 3,75% ao ano e o prazo de  pagamento é de 36 meses, com 180 dias de carência. Para facilitar a  contratação, o projeto desobrigou os bancos de exigirem documentos de  praxe, como certificado de regularização do FGTS dos empregados e  certidão negativa de débitos com a Previdência.

Humberto  lamentou, contudo, que o governo tenha pressionado pela retirada dos  Microempreendedores Individuais (MEI) do texto aprovado, sob o argumento  de que já estariam incluídos no auxílio emergencial aprovado pelo  Senado na semana passada. “Essa visão é de uma completa insensibilidade.  Mesmo porque essa renda de até R$ 1,2 mil sequer chegou à população que  precisa. Então, quem é MEI está completamente descoberto”, avaliou o  senador. O projeto segue, agora, para apreciação da Câmara dos  Deputados.

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