Frente Parlamentar ouve demandas do setor de transporte em novo debate sobre cooperativismo

As cooperativas de transporte contam com quase 2600 cooperados no Estado, distribuídos em 52 cooperativas que oferecem serviços de táxi, transporte complementar de passageiros, turismo e fretamento, e cargas.  Os dados foram apresentados durante a reunião da Frente Parlamentar em Defesa do Cooperativismo da Assembleia Legislativa, realizada nesta segunda, com o objetivo de identificar os gargalos enfrentados pelos trabalhadores.

O presidente da Organização das Cooperativas no Estado de Pernambuco, OCB/PE, Malaquias Ancelmo, relatou dificuldades na estruturação do sistema e falta de uma legislação que garanta estabilidade jurídica para a atuação dos trabalhadores, principalmente nos municípios do interior.

“Eu acho que é uma realidade extremamente fragilizada das cooperativas de transporte. Sofrem enormemente, não diria da perseguição, mas da fiscalização do Poder Público, foi não foi está havendo dificuldade com a fiscalização, isso gera um incômodo muito grande por parte das cooperativas, a maioria trabalha quase que em um nível de sobrevivência”.

A competição entre cooperativas que ofertam o mesmo serviço nas cidades e o forte impacto da pandemia também foram dificuldades destacadas. Representantes do setor pediram mudança de critério de benefício fiscal do ICMS sobre o diesel, concedido no Grande Recife, para que contemple todo o segmento, e chegue a outras regiões do Estado. Foi o que reivindicou Sebastião Filho, cooperado da Cootransvale.

“A gente nunca entendeu e a gente já pleiteou várias vezes porque tinha essa questão geográfica, se, possivelmente, quem mais precisa é o Sertão do Estado do que a própria Região Metropolitana. Sem querer desmerecer a Região Metropolitana, mas veja no interior do Estado como é a situação, se nós já pagamos um frete embutido para vir de Suape para cá.”

Outra preocupação foi com a organização do setor a cargo da Empresa Pernambucana de Transporte Intermunicipal, EPTI. Os participantes apontaram casos em que houve cadastro de cooperativas que não preenchem todos os requisitos legais, e pedem que a EPTI trabalhe em conjunto com as prefeituras, que conhecem melhor a realidade de cada local.

Integrante do Colegiado, Aluísio Lessa, do PSB, acredita que a Alepe pode ajudar na interlocução dos representantes das cooperativas de transporte com o Governo, já que os deputados são impedidos por lei de legislar sobre os benefícios fiscais reivindicados.

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