Destra é alvo de denúncias mais uma vez

Mais uma vez Agentes e guardas-municipais da Destra ( Autarquia Municipal de Trânsito e Transporte) estão insatisfeitos com a situação do local de trabalho e tratamento que vem recebendo. Segundo os servidores, que elencaram uma série de problemas, envolvendo: estrutura, descaso, autoritarismo, entre outras situações. Com exclusividade, o blog recebeu fotos e vídeos.

Entre as reivindicações dos servidores estão:

  1. Nova Gestão:

As orientações passadas pelo Gestor de forma insistente é que os Guardas Municipais e Agentes de Trânsitos tem que está nas ruas fiscalizando e multar sem limites, porque a Destra é uma empresa e tem que se manter através de arrecadação.

Informa que a DESTRA está em crise devido ao quantitativo de Guardas Municipais que foram efetivados, aumentando o quadro de efetivo da Destra significativamente.

Que o município não tem recursos para arcar com tais despesas e que todos têm que contribuir. Os efetivos têm que dá sua cota da forma mais inapropriada que é de fato alimentar a indústria da multa, não estão preocupados em prevenção e seguir as regras de trânsito na sua essência, mais sim, distorcer e ignorar os atos preventivos e multar por que a arrecadação está de fato e de direito como prioridade absoluta, uma vez, que a Destra é uma empresa e como tal tem que se manter e pagar seus “funcionários”.

Como comprovar:

Analisar e verificar o quantitativo de multas em comparação do período anterior (Jan a Out 2018 – Jan a Out 2019)

A falta de recursos para pagar aos efetivos não condiz com a Prefeita Raquel, que para abrir concurso para novos Guardas fez dotação orçamentária e desde do início do processo ousa de transparência. Tanto que foi bombardeada nas redes sociais pelo caus que está à relação interpessoal da atual Gestão da Destra com os efetivos e foi pega de surpresa “por não saber das reais orientações que norteiam os pilares da Gestão atual”.

  • Penalidade:
    • Todo o efetivo teve as gratificações e benefícios (40 horas extras mensais  e gratificação de motorista, cortados, por não atenderem as ordens do Gestor). Esses benefícios foram adquiridos no período de 10 anos onde os Guardas com esses incentivos, fiscalizavam os prédios públicos e os Agentes ordenavam a mobilidade urbana. Essas gratificações complementavam a rende salarial devido há 04 (quatro) anos o efetivo estar sem aumento salarial e sem reajuste do auxílio alimentação.
    • As horas extras do mês de outubro que foram trabalhadas pelo efetivo não foram pagas, o comunicado foi no dia dedicado ao servidor público, parece ironia, mais não foi, mais uma vez foi uma forma de demonstrar punição pela arrecadação das multas não bater a meta almejada pela Gestão. Pegou Guardas e Agentes de surpresa, com tal atitude, a alegação foi que faltou orçamento na Prefeitura, sem levar a menor consideração de que esses recursos entram na programação orçamentária da maioria do efetivo e que o trabalho foi realizado e não remunerado.
    • Os Guardas e Agentes que se recusam a preencher por dia 10 (dez) talões no mínimo, sofrem retaliações, são perseguidos e “punidos”.

Como comprovar:

03 (três) Agentes foram exonerados da equipe de educação no trânsito (recebiam gratificação por exercer função técnica, foram substituídos pelos que estão no ranking da multa e no cargo da Gerência de Trânsito assumiu uma pessoa comissionada que não tem conhecimento técnico para tal função, com portaria sancionada no Diário Oficial do Município.

Os Guardas municipais (50 novos) não estão exercendo a função que lhes é por direito que é de manter a segurança e a ordem do patrimônio público (clínicas, UPAS, praças, escolas, entre outros) foram direcionados a fiscalizar, multar principalmente Zona Azul e sob uma forte pressão da Gestão, uma vez, que estão em estado probatório.

  • Os Guardas e Agentes que estão em função de inspetoria são os que concordam com as práticas da indústria da multa, tanto, que os Coordenadores que estão à frente das atividades de fiscalização são os que estão no pódio no ranking da multa;

Na visão atual da Gestão, os Guardas e Agentes que não multam não têm valor.

Como forma de incentivar o aumento das notificações (multas) os cargos de coordenadores (R$ 2.500,00 de gratificação) e sub-coordenadores (R$ 2.000,00 de gratificação) foram criados com o objetivo de cobrar e massificar a prática da indústria de multas em Caruaru, distorcendo por completo o real motivo pela qual a Destra existe e por conseqüência a função do Agente de Trânsito.

Como comprovar:

Os Cargos de chefia: Inspetoria e sub-inspetoria: foram informados no dia do servidor como forma de punição, os Guardas e Agentes que não estão ranqueados foram exonerados sem motivo algum, sem nenhuma justificativa, pelos que mais multam, no decorrer dos meses que se antecederam.

Essas são as principais informações que nos atingem diretamente (efetivos) e indiretamente que atinge a todos os funcionários da Destra são as más condições de trabalho: Sede que está com a estrutura em ruínas (interditada pela Defesa Civil, porque pode desabar a qualquer momento, temos apenas 01 (um banheiro funcionando), copo descartáveis, papel higiênico, água, entre outros itens de necessários ao ambiente de trabalho foram cortados com a justificativa da economicidade que tem que ser feita na Autarquia.

Diante da situação, o SISMUC – Sindicato dos Servidores Municipais de Caruaru, agendou para esta sexta-feira (01), uma assembleia na Sede do Sindicato, a partir das 7h30, com a pauta das denúncias e também: auxilio alimentação nas férias, cortes no auxilio motorista e informes gerais.

Comentários do Facebook