Corpo a corpo e internet devem ser o foco das eleições

Após a minirreforma da legislação eleitoral, a dinâmica das estratégias de convencimento do eleitor também passou por alterações. Impedidos de usar materiais como cavaletes e pinturas de muros, dois elementos se tornaram preponderantes nas campanhas: o corpo a corpo e a internet.

Para se ter uma ideia, um levantamento feito pelo Ibope em novembro do ano passado apontou que 56% dos brasileiros aptos a votar confirmam que as mídias sociais têm algum grau de influência na escolha do seu candidato, e 36% atestam que essas mídias terão muita influência. Contudo, os candidatos precisam ir além dos cliques. O incremento no contato pessoal é fundamental para dirimir a aversão do eleitor para com os postulantes.

Para o advogado Douglas Pereira, especialista em Direito Eleitoral, essas práticas revelam um novo perfil do eleitorado. “Atualmente, as pessoas estão mais propensas a discutir as propostas dos candidatos, sem se deixar iludir por aparatos ou estruturas, como em outras épocas”, diz.

Entretanto, Pereira alerta para a necessidade de tais agendas estarem em consonância com a legislação eleitoral. “Há práticas que podem ser positivas ou negativas e a legislação tem que ser observada, como é o caso do envio de mensagens eletrônicas que obrigatoriamente devem disponibilizar a opção para descadastramento que deverá ser feito em até 48 horas”, salienta.

Em Caruaru, quem tem gastado tanto as solas do sapato quanto os bytes da web é o Delegado Lessa. Candidato a deputado estadual pelo Progressistas, o Delegado Lessa chegou a fazer uma transmissão ao vivo pelo Facebook, na segunda-feira 13, durante uma reunião de conscientização cidadã no Bairro Artur Lundgren II, em Paulista, na Região Metropolitana do Recife. Na ocasião, tanto a população presente do lugar – que conta com uma média de 15 mil habitantes – quanto os internautas debateram em conjunto sobre assuntos relacionados a segurança pública. “É necessário escutar e ouvir a realidade da população, para garantir uma representatividade efetiva, dando voz às pessoas”, declara o candidato.

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