“De maneira simplificada podemos afirmar que logística é uma forma de gestão de recursos e meios que possibilita a entrega de produtos em determinado local e durante certo período de tempo”.
Estamos esperançosos e ansiosos pela chegada da vacina contra a covid-19, mas estamos preparados para a sua aplicação quando chegar?
Temos capacidade industrial para a fabricação da vacina e seus implementos? Quando comprada de outro país, teremos capacidade de armazenamento, já que uma delas exige temperatura 70 graus abaixo de zero? Admitamos que sim.
Aí é de se perguntar se teremos embalagens apropriadas para o armazenamento da vacina até o posto de aplicação? E serão transportadas em quais tipos de veículos? Temos suficientes? Admitamos que sim. Daí entra a logística da entrega, que deveria ficar a cargo do exército, que estaria praticando algo semelhante a ser efetuado em caso de guerra. Como levar soldados para um determinado local de combate? Como levar para eles alimentação? Como levar munição, água, medicamentos, médicos, enfermeiros, macas, hospitais de campanha e etc?
Dizem que o general ministro da saúde é o expoente máximo de logística do Exército brasileiro. Se considerarmos suas dúvidas quando diz: “Se houver demanda pela vacina, a gente compra”, é inadmissível essa dúvida. O brasileiro sonha pela vacina, e claro que haverá demanda (palavra em voga para substituir procura). Se não esconderem o depósito da vacina, corremos o risco de saques, tamanha é a carência.
No caso da vacina, estamos ansiosos pela sua chegada, mas já pensaram em provocar a indústria para fabricar os estojos de seringas? Pensaram nos duzentos e vinte milhões de agulhas a serem fabricadas e envasadas e colocadas juntos aos vidros da vacina? E no álcool, no algodão? E pensaram no lixo que vamos produzir? Vamos jogar ao mar as seringas descartadas, ainda com resto do vírus? Não.
Não, não pensaram. Os idiotas ficam discutindo a cor ideológica da vacina e se esquecem da logística na sua distribuição equitativa e efetiva.
Pensaram em treinamento das agentes de saúde? Nas luvas que elas vão usar, nas geladeiras dos postos de saúde, no transporte, na vigilância.
Sim, na vigilância. Tem gente tão ansiosa que será capaz de invadir posto de saúde para se inocular por conta própria com a vacina por não aguentar mais esperar solução para o seu tormento da ameaça iminente da morte. Ou se vacina logo, ou morre. Tem gente formando fila nas clinicas psicológicas e alguns amarrados nas psiquiátricas.
O brasileiro é o sujeito mais Ôba!, Ôba! do mundo. Espera a vacina, mas não pensa em como aplicá-la quando chegar, enquanto dois desequilibrados mentais brigam pela façanha heroica em ser o primeiro a importar a vacina do campo da esquerda ou da direita. Temos salvação?
Por sorte temos mapas de localização do SUS, indicativos dos postos de saúde. E será que pensaram na distribuição pelos rios da Amazônia? Já mandaram a Marinha se preparar para essa patriótica missão?
Como disse o famoso filosofo sueco dos aveloses, Sir Solrac Oriehnip: “Junto à vacina tragam camisas de força para imobilizar os idiotas. E muitas, pois eles são numerosos”.
Vê se pode?!












