Caruaru encontra-se há mais de 50 anos sendo regida pelas mesmas práticas e maneira ultrapassada de governar, algo que cada vez mais se acentua na atual administração, pois pratica os mesmos expedientes do século passado.
Foi amplamente divulgado na mídia nos últimos dias e confirmado pela Prefeitura de Caruaru, que 50% dos artistas que se apresentaram nos festejos juninos em nossa cidade, ainda não recebeu seu respectivo cachê.
Alguns artistas denunciaram o descaso pelas redes sociais e a maneira que estavam sendo tratados pela Fundação de Cultura da cidade, já que prestaram seus serviços musicais, mas lamentavelmente não receberam o que foi acordado e não têm a menor previsão de quando isso ocorrerá.
Essa não foi a primeira vez, que tal fato foi noticiado ou comentado em nossa capital do Agreste, muito pelo contrário, isso acontece quase todos os anos, já que os grupos oligárquicos e familiares, que comandam a cidade há meio século, se alternam no poder e praticam as mesmas rotinas, tratando os artistas com total desrespeito e como meros objetos e não como profissionais e pais de família, com compromissos a cumprir, em seu cotidiano.
Vários fatos extremamente negativos foram noticiados na maior festa de Caruaru de 2017, inclusive a suspensão do edital de licitação para a contratação da empresa que montaria as estruturas de palco do São João, por parte do TCE-PE (Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco), o que foi usado como justificativa para a gestora municipal anunciar que teria que contratar emergencialmente a empresa que montaria a estrutura dos festejos, chegando a divulgar que o valor a ser pago a essa empresa seria pouco mais de 5 milhões de reais, quando na verdade foi contratada tal empresa por mais de 8 milhões de reais.
Não dá para tratar a coisa pública, especialmente o principal evento de nossa cidade dessa maneira. Também não dá para aceitar esse tipo de prática que deslegitima o poder público junto aos artistas, que em sua esmagadora maioria sobrevive dos cachês, que são resultado de suas apresentações, na dignidade do trabalho, e ao invés de receber os valores por sua arte, sequer têm previsão de quando perceberá tais recursos. Quem trabalhou merecer receber, no prazo acordado.
Fica a reflexão. Fique atento à próxima edição da coluna Ética e Política, que é divulgada todas as quintas-feiras. Você pode dar sugestão de temas, fazer críticas e elogios para o e-mail: ericklessa04@gmail.com.












