Por José Urbano – Professor e Historiador
Está acesa e soltando fagulhas para todos os lados em Brasília a fogueira dentro do Palácio da Alvorada.
O ministro da Justiça, “empregado de Bolsonaro” segundo Rodrigo Maia, presidente da Câmara, mordeu ruim a notícia da prisão do seu sogro, o dissimulado Moreira Franco, parceiro do Temer, hoje ambos presos. Com a batuta para reger o governo, o Presidente precisará de toda habilidade do mundo para acalmar o seu ministro, raivoso com o Maia, e fazer um afago no Maia, ex colega da Câmara Federal, agora raivoso e ofendido por ver seu querido sogro nas manchetes policiais.
Sem a batuta do Maia, o congresso não vota absolutamente nada, muito menos a famigerada Reforma Impopular da Previdência. Simplesmente trava qualquer intenção do Executivo.
Da altura do cargo para qual foi eleito, Maia pode pedir ao presidente a cabeça do ministro Moro, estrela ministerial, e aliado de Paulo Guedes, o todo poderoso da Economia, mão de ferro que esvazia o estabanado colombiano ministro da educação, sem voz nem vez e esvaziado pelo guru Olavo de Carvalho.
Com a palavra, vossa excelência o Presidente da República.
Poucas flores, sorrisos amarelos e todos os espinhos de mandacaru.
Segue o jogo do poder.
Prof. José Urbano












