Empresários estão investindo milhões de reais para fazerem disparos de mensagens em massa pelo Whatsapp contra o PT e o seu candidato a presidente Fernando Haddad. Segundo reportagem do jornal Folha de S.Paulo desta quinta-feira (18), cada contrato de “pacote de mensagens” pode chegar a até R$ 12 milhões. A rede de lojas Havan, de Luciano Hang, está entre as empresas compradoras, segundo a reportagem. A prática é considerada ilegal por se tratar de doação empresarial de recursos, proibida pela legislação eleitoral.
A operação envolve o envio de centenas de milhares de mensagens pelo Whatsapp e estaria sendo arquitetada para a semana que antecede a votação do segundo turno das eleições de 2018, no próximo dia 28. A Polícia Federal foi acionada, nesta quarta-feira (17), pela coligação O Povo Feliz de Novo, para que investigue as denúncias de irregularidades associadas as fake news, doações não declaradas do exterior, propaganda eleitoral irregular e uso indevido do aplicativo Whatsapp.
As mensagens contra Haddad e a favor do candidato Jair Bolsonaro (PSL) são enviadas a partir de uma base de dados dos apoiadores do capitão reformado ou compradas de agências de marketing digital, o que também é considerado ilegal, pois a legislação proíbe a venda de dados de terceiros. Segundo a reportagem, o preço de cada mensagem pode variar entre R$ 0,08 a R$ 0,12 quando utilizada a base de apoiadores de Bolsonaro e até R$ 0,40 quando utiliza a base das próprias prestadoras.












