Artigo – Pense antes de agir / Estratégias para controlar a impulsividade – Por Michelli Duje

Controlar a impulsividade pode ser difícil para alguns. Muitas vezes a pessoa é tomada pela raiva ou ansiedade e perde a sua razão. Quando “vê”, ela já está falando o que não deve, reagindo a uma situação de forma negativa, ou fazendo escolhas que não serão boas. Depois de ser impulsiva, ela se sente desconfortável, às vezes culpada e com a autoconfiança abalada. Mas esses sentimentos não são de grande ajuda, é necessário aprender e reconhecer as emoções para saber administrá-las, e assim poder dominar a impulsividade numa próxima vez.

É possível a pessoa aprender e melhorar depois de agir de forma impulsiva, mas para isso é necessário encarar o que ocorreu de forma construtiva. Perceba a diferença:

Destrutiva: A pessoa ignora o seu comportamento impulsivo negativo achando que não fez nada de errado ou então se menospreza (dizendo que é burra, que nunca vai melhorar, …), rejeita-se e consequentemente se distanciando de si mesma, dos seus sentimentos e dores emocionais. Não assumir responsabilidades pelos atos ou desacreditar em si mesma faz com que a pessoa corra riscos de perder o controle novamente em pouco tempo.

Construtiva: A pessoa aprende quando assume a responsabilidade pelos seus erros e suas ações. Ela avalia o acontecimento, entendendo o que desencadeou o seu comportamento impulsivo negativo, aumentando o seu autoconhecimento e consequentemente o seu autocontrole. Busca superar os seus conflitos emocionais, seleciona melhor aquilo que é bom para ela, estabelecendo limites com as pessoas e atividades que a desgastam, afastando-se daquilo que a gera desequilíbrio, ansiedade ou irritação. Também fica atenta para se controlar, treinando a mente para agir de forma mais assertiva. Dessa forma, passa a ser protagonista das suas escolhas e comportamentos.
Para conseguir maior autocontrole é importante refletir:

Quais são as situações que geram mais estresse ou irritação? Tente lembrar os momentos que você foi impulsivo, identifique o que tem em comum nessas ocasiões, como você interpretou a situação e como se sentiu (pressão, sentimento de rejeição e julgamento, falta de reconhecimento, insegurança, sensação de solidão, injustiçado, te lembrou de alguma situação que ainda não superou / trauma, …)?

O que será que você precisa trabalhar emocionalmente para que essas situações não “tomem” conta de você novamente? O que você precisa desenvolver para se sentir mais no controle sobre si mesmo? Os seus pensamentos tem te ajudado ou atrapalhado?

Será que você tem feridas do passado que te geram descontrole ainda hoje? Você perde o controle porque tem pontos sensíveis que se forem tocados, você “explode”?
Dicas:

Quando a situação está gerando tensão e raiva, afaste-se e vá para um local tranqüilo para pensar (caso não possa sair do local, uma possibilidade é ir ao banheiro). Respire fundo e avalie o acontecimento.

Caso seja possível, não reaja à situação logo depois do ocorrido. Deixe passar algumas horas ou deixe para resolver no dia seguinte. Escreva no papel sobre os seus sentimentos e aquilo que está pensando sobre a situação, avaliando quais as decisões e posturas melhores a serem tomadas. Ao final, reavalie e veja se o que escreveu é realmente coerente e bom para você. Ou seja, pense antes de tomar uma decisão ou ter uma atitude, respondendo essas perguntas: Qual a melhor atitude que devo tomar nessa situação? Qual é a minha intenção ao falar ou agir dessa forma? Qual será a conseqüência ter essa conduta, o que vai acontecer comigo se eu fizer isso? Isso será bom e saudável para mim a longo prazo?

Muitas vezes a pessoa não aprendeu a lidar com frustrações, sendo muito reativa as situações. Também há casos de pessoas com transtornos mentais que apresentam sintomas como irritabilidade e impulsividade. É indicado a avaliação e acompanhamento com o psicólogo quando a pessoa apresenta frequentemente dificuldade de controlar os seus impulsos.

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