A Barragem do Prata vertendo é um cenário que não se via há seis anos, desde 2011. A recuperação do manancial, localizado em Bonito, é uma excelente notícia para a população de Caruaru e das cidades de Altinho, Ibirajuba, Agrestina, Cachoeirinha e Santa Cruz do Capibaribe que, neste ano, enfrentaram o sétimo ano consecutivo de seca na região Agreste. Em pouco mais de um mês, a Barragem do Prata saiu da situação de pré-colapso e conseguiu armazenar 42 milhões de metros cúbicos de água, a capacidade máxima acumulação do reservatório. No entanto, a Barragem do Prata cheia não é suficiente para retirar a maior cidade do Agreste do racionamento. Caruaru precisaria da água da Barragem de Jucazinho para ficar livre do rodízio definitivamente.
Jucazinho, localizado em Surubim e responsável pelo abastecimento de 60% da cidade de Caruaru, permanece em colapso desde setembro do ano passado – quando foi implantado o calendário de abastecimento em Caruaru – e ainda não conseguiu acumular água no período de chuvas.
O Governo do estado investe R$ 2,6 milhões na ampliação da capacidade das estações de bombeamento do Sistema Produtor Prata/Pirangí. A Compesa trabalha para concluir essa obra até o final do mês de setembro deste ano e reduzir o calendário de abastecimento de água em vigor em Caruaru, que é de cinco dias com água para 15 dias – desde o final do mês de junho. Em fevereiro, quando o Prata alcançou 20% da sua capacidade, o racionamento em Caruaru chegou a ser realizado no regime de cinco dias com água e 20 dias sem.












